Ciclos da vida.


"Mas não pode ser, não! Não pode". E lá estava eu mais uma vez, andando de um lado ao outro, perdendo madrugadas rolando em minha cama e apenas pensando "isso não pode ser o que estou pensando". Não poderia ser aquele sentimento de borboletas no estômago voltando e muito menos aquelas risadas involuntárias lembrando de suas piadas, que por sinal são péssimas e  mesmo assim gosto tanto nelas... é isso que eu gosto tanto em você, nada precisa ter sentido ou explicação, se te faz feliz, te faz sorrir é o que importa. Porque a vida não precisa ser tão complicada. Mas eu sempre faço ser. Mas simplesmente não entendo, como fui deixar eu me sentir assim de novo?

E é quando você se machuca uma vez, que você aprende o que realmente tem valor pra você, o que realmente te agrada. Concluindo isso, estava eu me perguntando ainda mais "Será que é isso mesmo?". Como poderia eu saber, se realmente é o que estou pensando? Se a pouco tempo, percebi que todas respostas para minhas perguntas, não eram as corretas para minha vida.  E se realmente fosse aquele sentimento bom? Aquele sentimento tão lindo e tão perigoso, aquela paixão, que era aquela pessoa me fazendo bem.

"Como pude chegar a esse ponto, mesmo estando decidida a não me envolver mais?" me perguntava enquanto procurava alguma música que me fizesse pensar nele e sinceramente, já havia chegado ao ponto que qualquer uma me lembraria dele. Porque quando tomamos alguma decisão, como por exemplo não se comprometer, parece que a vida precisa nos provocar. Quando a sua consciência tenta te convencer que você já havia se decidido sobre o seu futuro se amando, mas a sua vontade grita "Vai menina, não tenha medo, se arrisque, você quer tanto isso".

A cada momento do dia você toma uma decisão, em um momento você decide não se entregar, no outro acha melhor sim, ou talvez não seja nada e só esteja tão animada que colocou expectativas a onde não existe. Ou talvez você pensa a mesmo que eu. Será que pensa o mesmo? Será que se sente do mesmo jeito que me sinto ao seu lado? Será que meu olhar penetra tanto em você quanto seu olhar no meu? Será que a minha risada te da vontade rir tanto quanto a sua me cativa? Será que você sente a mesma vontade de se aproximar o máximo possível, até não existir quase nenhum espaço entre nós, como eu sinto?.


Porque o começo de um ciclo é tão difícil quanto o término de um. O mesmo sentimento de dúvida, de insegura e de medos. A mesma sensação de que possa se arrepender e o mesmo risco de não ser aquilo que você esperava. Temos que entender: o novo nos assusta! A incerteza e ter algo que nós não temos muita ideia do que espera. Mas da mesma forma que assusta, também nos intriga e atrai.

Sentimentos confusos, ideias e pontos de vistas bagunçados, sempre vão existe, no começo, no meio e no fim de cada ciclo que você passar na sua vida, só basta você se decidir se vale ou não a pena você sair da sua área de segurança e se arriscar. Não vai ser fácil menina, não mesmo! Você vai se assustar e se sentir desprotegida, mas cada experiência é um capítulo de sua vida. Um livro não é feito apenas de clímax e um capítulo. Escreva seu enredo e pra isso, se arrisque! Faça da sua vida um livro, com uma história incrível, de alguém que mesmo com medo, se arrisca. Coloque emoções, altos e baixos, capítulos totalmente diferentes. Faça da sua história o seu livro preferido. Pensando dessa forma, reveja as suas dúvidas que passaram em sua cabeça ao ler o começo do texto.

Agora me diga, vale a pena se arriscar e escrever sua história com o que está passando em sua mente no momento?



3 comentários

  1. Oi, tudo bem?
    O Refúgio das Palavras começa 2012 com grandes novidades e vim lhe convidar para conferir.

    http://iasmincruz.blogspot.com/2012/01/novidades.html

    Tenha um ótimo fim de semana.

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  2. texto bem inspirador, amei!
    beijos akkafashion
    http://akkafashion.blogspot.com/

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  3. oi
    adorei o texto é a mais pura verdade,
    me indentifiquei com ele

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