Pular para o conteúdo principal

Siga por email

Filme: 47 Ronins

0

Yay gente, hoje por um milagre de Dyoss acabei indo no shopping com a minha mãe e o boy, mamis comprou umas coisinhas e eu me controlei e só trouxe uma blusa e uma saia haha Priscila 1 x Shopping 0. Como ando meio preguiçosa de por o pé fora de casa aproveitei e fui ao cinema, assistimos o 47 Ronins, gostei bastante do filme tem o gatoso do Keanu Reeves, a japinha do Circulo de fogo e outros atores de olhos puxados.

Como quase todas as vezes que vamos ao cinema o boy faz uma pequena critica/analise do filme trouxe aqui uma previa sobre o filme:

Autor: Agostinho Pereira 

Hoje finalmente fomos assistir 47 Ronins, eu e minha deusa ruiva, filme que marca o retorno de Keanu Reeves ao gênero de ação e artes marciais depois de ter se consagrado na trilogia Matrix. Mas dessa vez a história é outra, sem realidades paralelas, plugs na cabeça, voar ou segurar balas com o poder da mente.

Pra entender logo de cara do que se trata o filme, ele conta a história de 47 samurais que se tornam Ronins (samurais sem mestre) e planejam sua vingança contra os responsáveis pelo assassinato do seu mestre. Até aí ela se mantem bem fiel a história verdadeira que até hoje é homenageada no Japão todo dia 14 de dezembro, onde pessoas visitam os túmulos dos samurais e relembram seus esforços para recuperar sua honra e fazer justiça. Nesse filme dirigido pelo estreante Carl Rinsch, esses conceitos são mantidos em parte, mas toda uma fantasia é criada o que na minha opinião torna o filme extremamente tímido, sem coragem pra ir além, de explorar e principalmente aprofundar mais em relação ao material original, por mais que tenhamos várias criaturas místicas, feitiçaria, demônios, etc. Temos romance, proibido é claro, o que torna melhor ainda, mas infelizmente sem química alguma entre Kai (Reeves), resgatado quando criança e tratado hostilmente pela maioria do reino de Ako por não ser um samurai, mas que possui habilidades de batalha invejáveis aprendidas com demônios, sim isso mesmo demônios, e a filha do Lorde Asano, Mika.

Falando um pouco sobre o visual do filme, algo que se deve muito respeito graças ao trabalho de fotografia de John Mathieson (mesmo de Gladiador e X-Men Primeira Classe) com o abuso de cores dos tecidos, inclusive até para trazer maior dramatização mesmo em cenas do seppuku que significa quando um samurai perde seu mestre ou ele vive como um Ronin ou então comete o suicídio, funcionam perfeitamente. Mas voltando a falar da história e dos personagens, praticamente o filme todo não traz aquela sensação de grande perigo, sejam para os Ronins ou para os vilões como o exército de Kira que diz ser de mil homens, mas sempre aparecem poucos e da feiticeira interpretada por Rinko Kikuchi (Círculo de fogo), cujos poderes não impressionam tanto. O que sinceramente poderia ter trazido uma nova visão sobre a lenda dos 47, o que já é de praxe de muitos filmes e séries encararem esses problemas ao tentarem se reinventar, e justamente o que havia mencionado anteriormente sobre a timidez ou até mesmo o medo de fazer algo com uma escala mais épica, e não acabar sendo um detalhe estético.


Você deve imaginar que praticamente só falei mal do filme, mas isso é apenas a opinião de alguém que esperava muito desse filme, ainda mais com todos os problemas de produção como orçamento estourado, adiamentos constantes e refilmagens. O filme não errou ao querer incluir monstros, poderes e tal, tentar uma nova mitologia, é compreensível, mas infelizmente esses detalhes acabam levando a uma experiência regular e divertida, que deixando termos técnicos de lado vão sim agradar e empolgar. Agora eu acho que poderiam ter falas em japonês e só algumas em inglês, ficar mais próximo do real, filme se passa no Japão feudal e tudo mais, como foi no caso de O Último Samurai com Tom Cruise por exemplo, apenas uma observação.



Comentários