Ainda tô aqui.

Achado no tumblr 

Sabe quando você acha um texto do tipo, p* que pariu, que coisa linda? Então, passei por momentos assim, mais vezes do que percebi. Dá uma vergonhazinha. Aquela vergonha do que eu já escrevi, cê pode me entender? Eu paro, volto lá no arquivo do blog. Foi lá pelos meios de 2011 quando eu meti o dedo no teclado, tal qual como tô fazendo agora. E daí foi só história. E história ruim, jesus cristo. Eu achava que escrevia. Hoje eu ainda acho que não escrevo nada com nada. No entanto, tô consciente disso. O leitor vai entender. Lá pelos meios de 2011, eu mal sabia usar a virgula. Ficava preocupada mais em agradar meu professor de português com as regrinhas gramaticais que ele me ensinou, do que com o que eu realmente tava querendo botar pra fora ali, na tela branca com as vinte seis letrinhas e algumas dezenas de caracteres disponíveis para serem usadas ao meu bel prazer.

Hoje ainda me preocupo com isso, claro. Estaria mentindo se não o fizesse. Agora tô consciente da merda toda. Meu papel é o de ouvir, observar, deixar aquilo tocar lá na boca do estômago e depois vomitar pelos dedos em cima do teclado. Agora tô consciente de que pode sair merda atrás de merda porém é aquela merda que eu queria mesmo botar pra fora. Pra encher a tela branca com o que não dá pra sair falando por ai com meia dúzia de pessoas que vai ficar achando que tô ficando louca. Não que eu me importe. Mas escrever é gostoso, prazeroso. Agora falar... Se não for na hora certa, com a pessoa certa. Com a mente certa. É perda do tempo que poderia tá gastando escrevendo. O gostoso. O prazeroso.

Às vezes dá uma puta vontade de excluir tudo e fingir que eu sempre fui consciente das merdas que escrevi. Mas sei lá, acho que o orgulho ou a vontade mesmo, de ficar nostalgiando aquelas palavras burrinhas não me deixam fazer isso. Você pode ir lá no arquivo conferir ao que me refiro. Brinco, nonsense. Fica aqui mesmo. Nos textos de agora em diante. Acho que vai sair mais.

4 comentários

  1. Eu sei exatamente o que sente, se eu pegar num texto meu de alguns anos atrás até me dá uma dor no coração só de olhar para eles, têm tantos erros quer de pontuação, quer ortográficos que minha nossa senhora. Mas é com os erros que se aprende, é a errar que vamos aprendendo e pouco a pouco vamos crescendo e vamos conseguindo melhorar.
    Beijos!
    http://mariacrescida.blogspot.pt/

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    1. Falou tudo, Maria. Esses erros foram e são muito importantes para o crescimento intelectual da gente.

      beijo

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  2. nada como ter vontade de novo na blogosfera. adorei o texto, beijos

    http://daaysantana-cantinhoteen.blogspot.com.br/

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