Derivada do alemão, significa aquele enorme desejo de conhecer o mundo e explorar cada cantinho dele.

Mas talvez seja muito mais do que isso.

É querer acordar no meio da agitação de Nova Iorque, mergulhar no mar turquesa do Caribe, sobreviver ao frio da Rússia, ver de perto o quão grande são as pirâmides do Egito, dançar na melhor balada de Ibiza, assistir ao show de luzes provocados pela aurora boreal na Islândia, percorrer toda a extensão das muralhas da China, descer as escadarias brancas da Grécia, esquiar em Bariloche e até mesmo subir no topo da Torre Eiffel em Paris só pra apreciar a vista dali de cima.

É saber, também, que não é necessário sair do país pra suprir essa inquietação que ousa reinar e crescer dentro da gente, afinal às vezes as melhores coisas estão bem mais perto do que imaginamos, como os lençóis do Maranhão, o pedaço da Europa que há em Gramado, as grutas e lagoas de cores surreais de Bonito, as dunas de Fortaleza, as serras e cachoeiras da Chapada Diamantina, e todas as praias do nosso imenso litoral.

Ser Wanderluster é sentir-se em casa em qualquer parada e levar consigo um pedacinho de cada lugar novo. É conhecer novas pessoas — e até a si mesmo. É saber lidar as culturas diferentes da sua. É aprender coisas novas todos os dias e mudar sempre pra melhor. É aprender a ver a beleza em coisas pequenas. É aprender a ser independente. É entender, acima de tudo, sua própria existência no mundo.

É gastar suas economias com experiências que te tornará extremamente rico, não de dinheiro, mas de memórias incríveis, lições pra vida toda e histórias pra contar por aí. É vivenciar tudo e depois relembrar com lágrimas nos olhos de saudades. E depois, transformar a nostalgia em vontade de se jogar no mundo novamente, afinal, ele é tão grande, não é mesmo? Sempre há um lugar novo esperando para ser descoberto.

Talvez até seja uma doença, e se for, não quero achar a cura nunca.